17/05/2019

Líder da cooperativa dos trabalhadores em Cosmópolis se diz inocente

Adriano França foi preso na manhã desta quinta-feira (16); Trabalhadores negam que tenham feito pagamentos à cooperativa

Da redação

O líder da cooperativa de trabalhadores de Cosmópolis, Adriano França, foi preso na manhã desta quinta-feira (16) pela Polícia Civil do município. Contra ele havia um mandado de prisão temporária expedido pela 1ª vara de Paulínia (SP), visto que a cooperativa, segundo o Ministério Público (MP) e a Polícia Civil, é investigada desde o ano de 2018 por coagir empresas terceirizadas que prestam serviços para a Petrobrás. Adriano foi enviado a delegacia de Cosmópolis, onde negou as acusações que pesam sobre ele.

Segundo o delegado de polícia de Paulínia (SP), Rodrigo Galazzo, o grupo é acusado de obrigar empresas, que atuam como terceirizadas na Refinaria de Paulínia (SP), à contratação de pessoas ligadas à esta cooperativa. O secretário de Desenvolvimento Econômico de Paulínia (SP), Elizaman Lopes, foi preso ontem durante a operação em um shopping da cidade.

“Esta investigação é uma investigação que se iniciou já há alguns meses no sentido de coibir cooperativas que agiam no sentido de coagir empresas terceirizadas que prestam serviços para a Petrobrás que eles ameaçavam estas empresas para contratação de pessoas ligadas à estas cooperativas”, disse o delegado.

O líder da cooperativa cosmopolense negou qualquer ato ilícito e disse ainda que a situação se trata de ato político. “Eu queria que apresentasse uma pessoa que pagou, isso é totalmente política, quando se forma um líder é melhor eliminar antes que ele crie asas (…) eram enfiados pelo CRTC, esse negócio que eu pego e ponho lá dentro não existe. Olha  só, eu vou provar tudo o que nós estamos falando, aí fora eu gostaria que vocês entrevistassem pais e mães de famílias que estão ali fora, e perguntem para elas quantos elas pagaram. Se Deus é por nós, quem será contra nós”, argumentou.

Em entrevista coletiva, o delegado de Paulínia, Rodrigo Galazzo, disse que está investigando se há algum retorno financeiro dos contratados para os investigados. “Se existe algum retorno financeiro, em relação aos contratados para com os líderes, não há elementos ainda. Está sob investigação e em uma segunda fase vamos identificar todos os envolvidos e se havia outras vantagens recorrentes dos cargos ocupados”, explica o delegado de polícia.

Segundo o delegado, com base na documentação e fichas de pessoas que foram contratadas por meio das cooperativas, a Polícia Civil entrará na segunda fase da operação para descobrir de que forma estes trabalhadores foram contratados. Alguns moradores que acompanharam a chegada de Adriano na delegacia cosmopolense se manifestaram frente ao acontecimento. É o caso de Dirce Aparecida que trabalha dentro da refinaria da Petrobrás  e nega que tenha pago qualquer valor à cooperativa.

“Eu não paguei nenhum centavo à cooperativa e não conheço ninguém que tenha pago, todos na cooperativa ninguém pagou. Aliás eu trabalhei por muito tempo com o Adriano, desde janeiro, com ele na cooperativa batalhando por essas vagas, ajudando ele sem cobrança nenhuma e sem cobrar ele de nada também, afinal de contas ele estava ajudando umas 500 pessoas aqui da cidade. Todos os dias a cooperativa lotada de gente, com vários currículos, cada um dando. E nós transformando um currículo em dez/vinte para entregar nas empresas para poder qual empresas iria selecionar aquele funcionário”, explicou.

A moradora Janildes Pereira Brito também nega que tenha feito algum pagamento e que acredita na inocência do líder. “Nunca paguei, fiquei cinco anos fora dessa refinaria, senão fosse a cooperativa não teria esse tanto de mulher que está lá dentro, só surgia emprego para mulher ou em restaurante ou em limpeza lá dentro. Nunca uma empresa contratou mulher como foi contratadas desta vez (…) Nós só temos a agradecer a cooperativa. Nunca ninguém veio me falar que pagou alguma coisa à cooperativa, porque não é verdade, vai falar o que, mentira? Eu acredito na inocência do Adriano, porque ele só estava querendo ajudar, aí os políticos dessa cidade que não faz nada pela gente fica fazendo isso. Isso daí é coisa por baixo de político que nunca fez nada por Cosmópolis, por nenhum morador dessa cidade”, alegou.

O trabalhador Edson Gonçalves  destacou algumas ações que, segundo ele, corrobora com a boa intenção de Adriano em ajudar os munícipes. “Eu fui contratado por meio da cooperativa, não é a primeira vez, mas sim como várias vezes. Eu nunca paguei e pelo meu conhecimento também nunca ninguém pagou. Ele não só corre para arranjar vaga de emprego, como já alojou muita gente que veio pedir vaga de emprego, nas casas que ele mesmo conseguem alugar. Eu sou uma pessoa que já fiquei em uma casa dele, tanto ele me deu uma casa para ficar, como também deu cesta básica. Eu acredito que no Brasil a nossa justiça ela erra muito, muita gente inocente é presa e a prova disso é com a nossa liderança Adriano”, concluiu.

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