08/10/2019

Veja como votou cada vereador cosmopolense sobre a abertura de comissão processante

Alguns vereadores que votaram contra disseram esperar resultado da CEI que tramita na Câmara

Henrique Oliveira

Na sessão ordinária da Câmara Municipal, ocorrida nesta segunda-feira (07), foi marcada por ter um bom público. Os munícipes aguardavam a votação do pedido de abertura de uma Comissão Processante para apurar o indiciamento, feito pela Polícia Federal, contra o prefeito José Pivatto (PT) dentro da Operação Prato Feito.
Todos os vereadores estavam presentes e votaram. O único, por ocupar o cargo de presidente – Elcio Amâncio, não votou.

Acompanhe agora o voto de cada vereador e um pouco da justificativa dos votos:

O vereador Edson Leite (PSDB) é um dos políticos que pede a cassação do mandato de José Pivatto. De acordo com ele, Pivatto participou de ‘uma máfia que funciona desde 1999’. “Chegou agora a tarde, porém é uma matéria já conhecida de todos. Há um tempo a gente já sabe, que em 2018 a Polícia Federal esteve na cidade, recolhendo material com mandados de busca e apreensão […] E no final, durante a investigação eles disseram: sim, houve a participação do prefeito de Cosmópolis, José Pivatto pelos seguintes fatos, tem gravações, áudios… […] Não estou brincando de propor a cassação do prefeito, estou pedindo para que o prefeito seja cassado porque ele estava envolvido nesta máfia que funciona desde 1999”, disse trecho da fala do vereador.

Também a favor da abertura do processo, o vereador Doutor Eugênio diz que a aprovação não significa cassação e sim de uma apuração. “Eu cansei de votar projeto aqui em extraordinária, ou que descesse às cinco horas da tarde que o Pivatto mandava, que ninguém falava nada […] tá na hora de cada um de vocês conhecer a posição de seu vereador se é contra ou a favor. […] a CEI pode andar junto com a Comissão Processante, a CEI pode servir de subsídio para a CP, a CEI vai acabar antes, isso não significa uma cassação, isso significa uma abertura de processo”, comentou o vereador, antes de criticar a fala do presidente sobre a falta de tempo para apreciar o pedido de abertura da CEI.

Bem curto em sua fala, por ter sido interrompido, o vereador Mestre Aldenis Mateus (MDB) justifica seu voto dizendo que por conta da CEI em curso, ele vota contra. “Tendo em vista que já tem uma CEI em andamento, tendo em vista que a Polícia Federal já está fazendo o trabalho deles, eu voto contra”.

Bem sucinto, André declarou seu voto dizendo que a pressão é grande em votações deste gênero. “Ser vereador não é só aceitar não, tem que aguentar pressão. Meu voto é contrário”, disparou o político.

Base do governo, a vereadora Cristiane Paes (PT) contesta alguns dados que estão dentro do pedido. “No primeiro parágrafo da folha 3, cita que várias empresas de alimentação, certo? Alimentação, serviços […] nenhuma destas empresas tem contrato com a Prefeitura. No parágrafo seguinte, fala só relativo à merenda, e o que nós estamos discutindo desde o começo é que não há nenhum contrato investigado na Prefeitura Municipal de Cosmópolis sobre a merenda…”, afirmou a vereadora antes de votar contra a denúncia.

Eliane Lacerda (PV) disse que não conseguiu ler todo o pedido da advogada Roseli Janotti. Disse também, no final de sua fala que muitos dos que estavam presentes tinham interesses políticos no pedido de abertura da Comissão contra o prefeito. “Primeiramente eu recebi a documentação às 17 horas, e não deu tempo para ler tudo. E é legítimo que a população cobre este requerimento para ser votado […] o prefeito está em seu mandato, embora não votei nele e ele não é do meu partido, mas é legítimo. A população que escolheu e estamos com uma CEI em curso nesta casa, e outra coisa: é impossível legislar com um 13º vereador e é claro o interesse político de algumas pessoas. Eu sou a favor sim de que se faça justiça, de que se apure os fatos de forma democrática e não política. Meu voto é contrário”.

O vereador Humberto Hiroshi (PT), ficou quase um minuto em silêncio quando foi justificar seu voto a favor da abertura da Comissão. Olhando para o público, o vereador ficou observando também para o relógio que marca seu tempo aguardando o seu tempo terminar para dar seu voto. E no final explanou: ‘Eu fiz este silêncio pois não adianta argumentar, não adianta nós mostrarmos provas, não adianta a Polícia Federal falar… eu fiz minha parte, eu voto favorável”, pontuou Hiroshi

Os vereadores Rafael Piauí (PT), Zezinho da Farmácia (PV) votaram contra a abertura e não justificaram seu voto. Renato Trevenzolli (PSDB) e Renato da Farmácia (Podemos) também não justificaram seus votos mas votaram a favor da denúncia.

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