19/01/2019

'Trenzinho' apresenta sinais de abandono em praça de Cosmópolis

Prefeitura afirma que busca por parcerias para realizar a revitalização de um dos cartões postais da cidade

Henrique Oliveira

Pintura descascada e com sinais de oxidação, componentes abertos sem devidos cuidados, e muito lixo no interior da cabine de comando. Assim está um dos símbolos históricos cosmopolenses mais procurados por moradores e visitantes: o trenzinho localizado em frente à Câmara Municipal de Cosmópolis.

A equipe de reportagem do Portal Cosmopolense foi até a Praça dos Ferroviários, local onde fica exposta uma locomotiva que era utilizada para o transporte de cana-de-açúcar do leito dos canaviais para a indústria da Usina Ester no final do século 19 e início do século 20. Na cabine de comando da máquina há muito lixo, roupas usadas, fezes humanas e muitas cinzas de objetos que parecem ser queimados ali mesmo.

Fora da cabine de comando, na lataria da locomotiva, a pintura com o tempo foi descascando e assim sofrendo o processo de oxidação (ferrugem). Na parte dianteira do trenzinho, como é popularmente chamado, uma das portas que dá acesso à caldeira da máquina está aberta e sem os parafusos que fecham o local.

A praça e o trenzinho que serviam de cenário para fotografias de recém-casados e aniversariantes, agora passa a sensação de insegurança à população. Os postes que iluminavam a máquina não estão mais funcionando, deixando o lugar ainda mais escuro que o habitual.

A Prefeitura de Cosmópolis, por meio da Assessoria de Comunicação, disse que nos próximos dias o local será limpo e que parcerias estão sendo procuradas para realizar a revitalização da locomotiva. Segundo o Poder Executivo, a Secretaria Municipal de Serviços Públicos foi acionada e irá limpar o interior da mesma nos próximos dias. Além disso, a Secretaria Municipal de Promoção Social e Ação Comunitária irão apurar se o local tem abrigado pessoas em situação de rua para prestar atendimento.

O trenzinho

A locomotiva número 6 pertencia a família Nogueira, proprietária da Usina Açucareira Ester. Ela foi comprada da Inglaterra, assim como outras sete dela, para o transporte da carga de cana-de-açúcar do leito dos carreadores para a indústria açucareira no final do século 19.

Quando a ferrovia Carril Funilense – de propriedade da família Nogueira – foi vendida, o local onde hoje funciona a Câmara Municipal, a Companhia da Polícia Militar e a rodoviária de Cosmópolis eram um dos trechos da Sorocabana. A Usina Ester doou para Cosmópolis uma de suas locomotivas para se tornar símbolo turístico da cidade, na década de 1990.

Outra locomotiva exposta no município fica ao lado da Igreja de São Paulo Apóstolo, frente a indústria da usina. Com o nome “Dr. Paulo de Almeida Nogueira”, ela possui um vagão de cargas e aparenta estar em melhor estado de conservação.

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