10/04/2019

Preços dos medicamentos aumentam em Cosmópolis

Com consentimento do Governo Federal, as empresas farmacêuticas poderão realizar reajustes de até 4,33%

Da redação

Após consentimento do Governo Federal, por meio de uma resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU) no dia 29 de março, as empresas farmacêuticas poderão reajustar os preços dos medicamentos em até 4,33%. Consumidores de Cosmópolis já sentem a diferença, já que as farmácias do município vêm se adequando aos novos valores repassados.

Assim como indicou uma pesquisa realizada pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) , a mudança leva em consideração fatores que  influenciaram a produção de medicamentos, como o impacto da energia elétrica, a produtividade das indústrias e até mesmo o câmbio.

Um levantamento realizado pelo Portal Cosmopolense apontou que os preços já começaram a ser repassados em  10 das farmácias entrevistadas em Cosmópolis. “Os clientes mais assíduos, que tomam medicação todo o mês são os que mais sentem a diferença, os mais idosos”,  é o que diz a vendedora de uma das farmácias.

O Ministério da Saúde explicou, por meio de uma nota, que o percentual não é um aumento automático nos preços, mas uma definição de teto permitido de reajuste, ou seja, cada empresa pode optar pela aplicação do índice total ou menor, a depender das estratégias comerciais.

O órgão salientou ainda que o reajuste será uma correção igualitária para os três grupos de insumos: os de maior concorrência, concorrência moderada e concentrada. Atualmente, mais de 12 mil apresentações de medicamentos são comercializadas no Brasil.

“O reajuste continua atendendo aos princípios da racionalidade e previsibilidade, proporcionando transparência à população e a empresas do setor farmacêutico. Dessa forma, se evita abusos nos preços de medicamentos. É importante reforçar que a CMED faz o monitoramento e atua rigorosamente na autuação de empresas que estejam em desconformidade com o limite máximo do ajuste anual permitido”, afirma o Secretário Executivo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), Ricardo Santana, em nota disponibilizada pelo Ministério da Saúde.

De acordo com o órgão, a CMED publica, mensalmente, no site da Anvisa, a lista com os preços de medicamentos nas diferentes alíquotas de ICMS incidentes. Em caso de descumprimento dos preços máximos permitidos ou de aplicação de ajuste em um índice superior ao máximo definido, as empresas infratoras ficam sujeitas a penalidades que podem variar entre R$ 649 a R$ 9,7 milhões.

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