04/09/2019

O segredo do sucesso da amamentação

Confiar em si mesma e no leite que produz é uma chave para ter êxito na amamentação

Bruna Genaro

Olá leitora do Cosmopolense, prazer em conhecê-la. Meu nome é Bruna Genaro, sou doula, consultora de amamentação, jornalista e mãe. É com muita alegria que estou aqui para compartilhar com você temas importantes sobre gestação, parto, pós-parto, amamentação e cuidados com o bebê. Você pode não estar grávida, mas se você deseja um dia ser mãe, recomendo a leitura. Se você não quer, que tal compartilhar este link com uma amiga, vizinha ou parente que esteja grávida? Vamos nos ver várias vezes por aqui. Depois de apresentadas, vamos ao nosso tema: o sucesso da amamentação.

O primeiro passo para uma amamentação de sucesso é a mulher confiar em si mesma e no leite que ela produz. Muitas são as influências externas que querem fazer a mulher desacreditar de si mesma. O desincentivo da amamentação, muitas vezes, vem como forma de “conselho”: “mas esse bebê chora demais, seu leite não sustenta”; “você não tem bico, não tem como amamentar”; “amamentar dói muito”; “dá um chazinho pro bebê, ele está com cólica”, e assim por diante, as opiniões não tem fim.

“O primeiro passo para uma amamentação de sucesso é a mulher confiar em si mesma e no leite que ela produz”

É realmente difícil para uma mulher vencer toda essa carga negativa que a sociedade joga em seus ombros sobre a amamentação. Por isso, a grande chave para o sucesso é a mulher investir na sua autoestima e se informar.

Mas, afinal, o que é autoestima? É a avaliação que damos de nós mesmos. Está baseada em crenças, emoções, experiências, educação, e, sobretudo, no tipo de relação na qual crescemos. Retornamos à primeira infância e experiências iniciais da vida.

Ao dar o peito para o bebê uma mulher está dando mais do que um produto fisiológico: está dando a si mesma. O leite se torna o símbolo de si mesma, ou melhor, do valor que ela dá para si, de como ela se vê, do que pensa de si, do que foi condicionada a pensar sobre ela mesma, do que acredita ser capaz. Portanto, na amamentação as questões ligadas à autoestima da mãe são de grande importância no sucesso ou não da experiência.

“Ao dar o peito para o bebê uma mulher está dando mais do que um produto fisiológico: está dando a si mesma”

Se em tantos momentos da vida é possível mascarar e desviar o confronto direto com a própria autoestima, na hora da mamada não dá. A verdade está bem na nossa frente: o bebê está sugando com satisfação ou está berrando de fome? A campainha que um bebê faminto agita nos ouvidos de sua mãe faz despencar qualquer estrutura psíquica que não esteja solidamente edificada sobre bases reais de autoestima.

Nessa atmosfera emocional, a dificuldade de o bebê agarrar o peito, que pode ser consequência de simples mau posicionamento, é interpretada inconscientemente como um sinal de rejeição por parte do bebê. Num nível simbólico e afetivo, entende-se que o bebê não mama o peito da mãe por que “a rejeita” ou “não gosta de seu leite”. O mesmo poderia acontecer ao contrário. A crença positiva em si mesma gera a crença positiva no próprio leite e na própria capacidade de nutriz.

Na próxima vez que nos vermos por aqui vamos falar mais sobre o tal “leite fraco”. Por enquanto, guarde essas informações: Você é capaz de alimentar seu filho. Seu corpo está gerando/gerou um bebê, ele sabe o que faz. Assim também seu corpo será capaz de produzir o melhor alimento para o seu bebê: o leite materno. Confie em você. Se olhe no espelho e repita até você acreditar: Eu sou capaz de amamentar meu bebê! Vai dar certo, aliás, já deu.

Sessão do “Mamaço” realizado em Artur Nogueira: 

Fotos: Tayla Valério

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