11/06/2022

Moradores ainda pedem solução em local de acidente em Cosmópolis

Mais de 10 casos foram registrados no local; Prefeito diz que terá reunião com o DER na próxima semana


Henrique Oliveira

Acordar com um barulho ensurdecedor ou, mesmo fora de casa, receber a notícia que sua casa foi invadida por um caminhão sem freio. Esta é a rotina de Dinalva Francisco e seu esposo Sebastião que moram na bifurcação das ruas João Aranha e Coronel Silva Teles. E nesta sexta-feira (10) outro susto apavorou os moradores que contam, que há 30 anos, lutam para que alguma providência seja tomada.

Dinalva e Sebastião são os proprietários das casas, e do salão onde hoje funciona uma igreja, que fica nos final da rodovia Deputado João Hermann Neto (SP-133) que liga Cosmópolis à Limeira. A bifurcação, da entrada da cidade pelo bairro Baguá, é alvo constante de invasão de veículos pesados em sua residência ou no salão que comumente é alugado para igrejas evangélicas.

Em 2018 o Portal Cosmopolense já contou a história do casal. De lá pra cá, dois acidentes ocorreram no local, que muitas vezes, são ocasionados pela perda de freio de veículos pesados que trafegam pela via.

Trinta anos de luta

Documentos já amarelados pelo tempo e com datas anteriores ao ano 2000, em meio aos escombros que o caminhão, do último acidente ocasionou, Dinalva mostra aos repórteres os Boletins de Ocorrências e protocolos da Prefeitura de Cosmópolis. Neles estão contidas diversas ocorrências de acidentes no local e o pedido para que seja resolvido o problema perante a Prefeitura de Cosmópolis.
Um dos documentos policiais data 1998, um acidente com caminhão que resultou em prejuízo para ela e para sua família.

Mortes e perigo constante

Dinalva é moradora antiga da casa. Os constantes acidentes a acometeu em ter síndrome do pânico e outros problemas de saúde devido ao estresse de aguardar o próximo desastre que pode ser testemunha. Ela conta que acidentes, como este de sexta-feira (10), deixou mortos e feridos. Felizmente o último não deixou feridos graves – a não ser o motorista que se feriu com leves escoriações pelo corpo – “Dona Ernesta morava aqui e um caminhão de madeira desceu e entrou na casa. Não a deixaram tirar a carga que estava no caminhão e tudo ficou na residência. No outro dia, desceu outro caminhão e ela estava na casa. Desta vez, não deu tempo dela correr e aí o caminhão caiu em cima dela. As cargas dos dois caiu em cima dela e a matou”, lembra Dinalva.

Outro acidente deixou moradores das imediações assustados. Um caminhão carregado de produtos químicos, que Dinalva acredita ser amônia, teve o mesmo fim. Porém, o produto químico líquido escorreu pelas sarjetas da rua Coronel Silva Teles e da rua João Aranha vindo a contaminar o ribeirão Três Barras, que tem seu curso há 30 metros do local dos fatos.
“Um caminhão desceu com produto químico e entrou aqui. Ele foi parar em minha frente. Eu estava na sala. Deus não deixou chegar até mim. Foi onde perdi meus móveis, minhas roupas e vazou este produto químico, que acho ser amônia, e chegou a matar peixes no ribeirão Três Barras”.

Placas delimitam entrada de veículos pesados

Quem trafega pela rodovia SP-133, sentido Cosmópolis, ou pela rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332), se depara com placas que proíbem a entrada de veículos de grande porte para a cidade. Mas os motoristas insistem em acessar o local colocando riscos aos moradores das imediações, pedestres e outros motoristas.
A responsabilidade da via, até a entrada da rua Luiz Strazacappa e a rua José Talasse, é de responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), órgão ligado a Secretaria Estadual de Transportes de São Paulo que colocou sonorizadores na descida da rodovia. Logo abaixo, já na área de responsabilidade da cidade de Cosmópolis, três lombadas foram colocadas.

Prefeitura se posiciona

O prefeito de Cosmópolis, Junior Felisbino (PP), esteve no local do último acidente no conhecido bairro Baguá. Ele conversou com Sebastião e Dinalva e viu a situação do local.
“Assim que soube vim para cá. Conheço a família, a Dinalva o Sebastião. É um problema de décadas e temos que buscar soluções. No ano passado estive no DER, em março do ano passado, para falar da alça de acesso que fica lá em cima [próximo ao trevo com a rodovia SP-332] para ter acesso ao condomínio industrial da Cidade Alta, e não obtive resposta. Vou estar novamente no DER essa semana, vou falar com alguns deputados para nos ajudar com esta agenda. E se o DER não fizer a parte dele, em propor soluções à legislação, pois há lá placas de sinalização proibindo o acesso de caminhões… se o DER não fizer a parte dele, vamos fazer a parte da Prefeitura colocando limitadores de altura na entrada. E pretendo despachar com o poder judiciário para ter uma solução. As pessoas não querem saber se é com o DER ou com a Prefeitura, eles querem solução”, fala o prefeito.

Questionado sobre alguma medida emergencial, o prefeito diz que a Guarda Municipal fiscalizará o local, mas que há motoristas que não respeitam a sinalização. “A fiscalização é importante, mas é um seguinte: fiscalizou hoje, notificou, virou as costas tem caminhão descendo por aqui. Importante é que seja permanente. Estamos com processo de licitação para câmeras de monitoramento para monitorar via câmeras a entrada e saída e pode ser que seja a solução. Mas eu penso que a solução seja em delimitar a altura da entrada, para que caminhões não possam entrar por aqui. Uma vez que eles não respeitam a questão das placas de sinalização que já existem”, finaliza o prefeito.

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