08/08/2019

Dia de oração pelas autoridades: Políticos de Cosmópolis opinam

Lei, sancionada por João Doria (PSDB), propõe que toda terceira segunda-feira do mês deva ser lembrada e celebrada como "O dia de oração pelas autoridades da nação"

Letícia Leme

Uma nova lei foi sancionada pelo Governador João Dória (PSDB) e publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo nesta quarta-feira (31). O Projeto de Lei (PL) propõe que toda terceira segunda-feira do mês deva ser lembrada e celebrada como “O dia de oração pelas autoridades da nação”.

Foto: Giba Bergamim/TV Globo

Os autores da proposta, Chico Sardelli e Reinaldo Alguz, ambos do PV, expressam no documento proposto que tal gesto reflete anseios escritos no livro cristão e que deveriam reger a política do país. “A Bíblia fala que toda autoridade é levantada por Deus, mesmo aquelas que nos fazem perecer (…) Oramos para que os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário cumpram os seus papéis com excelência.”

Além da referida data comemorativa, o governador também sancionou a Lei que institui o Dia da Escola Bíblica, Dia da Assembleia de Deus Ministério de Madureira, bem como o Dia da Igreja Sara Nossa Terra. Todas as leis foram sancionadas por Doria e começaram a valer a partir da data de publicação (quarta-feira – 31).

Alguns políticos e moradores da cidade opinaram sobre a nova lei, onde a maior parte dos pensamentos são contrários a ideologia do atual governador. O parlamentar Humberto Hiroshi (PT) sustenta a opinião com o argumento de que tanto o estado quanto os municípios que o compõe possuem outras prioridades.

“O meu posicionamento é totalmente contrário a criação dessa lei, até mesmo porque nossa estados e os municípios eles tem coisas que tem muito mais importante. Aqueles que foram eleitos pelo povo deveriam estar se preocupando com a falta de emprego, saúde, dentre tantas coisas”, defende o petista.

Somando a isso, o vereador atribui a incoerência de tal data, ao fato de que o país é composto por inúmeras denominações religiosas e o fato de se priorizar algumas vai contra a atual posição do país: estado laico. ” Junto com essa lei foram aprovadas outras de algumas igrejas. E as outras religiões? (…)  A busca por proteção de vida tem que ser individual. A pessoa tem que querer a presença de Deus e tem que buscar”, acrescenta.

Outro parlamentar cosmopolense Renato Muniz (Podemos), acredita que o tempo gasto para que a Lei fosse aprovada deveria ser aproveitado com interesses mais urgentes da população. “Acho que nós temos outras prioridades, esse tempo que foi gasto para aprovar essa lei que não tem necessidade, poderia ter aprovado outras prioridades: hospital, saúde, emprego e educação que é de muito mais importância do que isso”, sugere.

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