02/07/2019

Deputado Estadual Emídio de Souza visita Cosmópolis

Deputado ocupa o cargo de Secretário de Finanças do Partido dos Trabalhadores e é um dos principais porta vozes do movimento 'Lula Livre' que busca a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Da redação

O deputado estadual Emídio de Souza (PT) visitou Cosmópolis na última sexta-feira (28). Segundo o próprio deputado, ele é amigo há muitos anos do prefeito da cidade, José Pivatto (PT), e visitou Cosmópolis buscando demandas para trabalho na Assembléia Legislativa de São Paulo. O parlamentar foi recebido pelo chefe do Executivo na Praça do Parque Independência onde realizava um trabalho de revitalização dos espaço públicos da região.

Emídio (PT), foi prefeito de Osasco (SP) por duas vezes. Hoje, ocupa o cargo de Secretário de Finanças do Partido dos Trabalhadores e é um dos principais porta vozes do movimento ‘Lula Livre’ que busca a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que está preso pela Operação Lava Jato há mais de um ano em Curitiba (PR). Advogado por formação, é uma das pessoas que visitam o ex-presidente Lula  sempre às segundas-feiras, às vezes com figuras do PT e com o advogado Cristiano Zanin, o qual conversa sobre o processo de Lula.

Em entrevista, o deputado fala da relação com o ex-presidente, da opinião dele e do partido sobre a condenação de Lula e das recentes denúncias que envolvem o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, quando trabalhava como juiz federal.

Confira a entrevista

O senhor é um dos principais porta-vozes do movimento Lula Livre. O senhor está sempre está na presença do ex-presidente Lula na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Como o que o senhor viu todo este processo da não concessão do Habeas Corpus ao ex-presidente Lula. E de todos estas acusações feitas pelo portal The Intercept Brazil? O presidente Lula, o processo que o levou à prisão, está eivado de problemas desde o início. Uma condenação sem provas, baseado apenas em delação e não em provas materiais e muito menos em provas periciais. Prova de delator que quer diminuir sua própria pena. Então nós consideramos que Lula foi preso injustamente e nós consideramos ele um preso político no país. Na verdade o grande motivo da prisão dele foi evitar que ele fosse candidato à presidente da República, pois todo mundo sabe do favoritismo que ele tinha para este cargo e eles continuam tentando impedir a saída dele.

E sobre o possível vazamento de conversas entre o procurador Deltan Dellagnol e o então juiz Sérgio Moro que foi publicado pelo jornalista Glenn Greenwald? Os novos vazamentos feitos pelo ‘Intercept’ mostram que tudo que nós alegamos, que este processo era um jogo de cartas marcadas, tudo isso vai se confirmando. Então, nós estamos tristes com esta situação. O judiciário brasileiro como um todo, principalmente o Supremo Tribunal Federal  está devendo ao país e ao Lula um julgamento justo.

Como advogado, o PT pode tentar um novo habeas corpus para tentar tirar Lula da prisão? Olha, na última terça-feira não foi julgado um habeas corpus, foi julgado um pedido de liminar feito pelo ministro Gilmar Mendes que perdeu de 3 a 2. Agora, não é o mérito ainda, do habeas corpus. Este deve ser julgado em agosto, o que se disse na sessão do Supremo. E nós estamos muito confiantes na decisão da justiça. Pois as razões que nós alegamos, a parcialidade do juiz Sérgio Moro… não é nada contra a Lava-Jato, nós não somos contra a Lava-Jato, muito menos contra a apuração de crimes de corrupção. Agora, é necessário que se faça com justiça… você não pode encarcerar as pessoas por não gostar da política de seus adversários. Estamos confiantes que o julgamento de agosto nós teremos um resultado positivo e o presidente Lula voltar para a casa.

O senhor é uma das pessoas que sempre visitam o ex-presidente Lula na carceragem da Polícia Federal em Curitiba junto com o advogado Cristiano Zanin. O senhor conversou com o doutor Zanin há pouco tempo após a decisão do STF? E ele falou com o ex-presidente Lula? Eu não sei se ele foi lá no presidente Lula depois disso. Eu vou toda semana e também falo com o Zanin por telefone. Mas o que ele tem pensado é exatamente como nós: vamos continuar cobrando do judiciário o posicionamento, o julgamento técnico desta questão. Não o julgamento político. Julgamento político quem faz é o eleitor na urna. O judiciário não é feito para julgar alguém politicamente. Eu gosto deste, eu livro. Eu não gosto deste eu condeno… Não é isso. O que queremos é: tem provas? O que nós estamos pedindo e o que o Lula sempre pediu é o seguinte: Cadê as provas contra ele. Cadê o documento do apartamento… do tal do triplex. Onde estão? Cadê algum imposto, cadê algum sinal que ele é proprietário daquilo? Nós aguardamos julgamento justo e técnico”.

O senhor inaugurou um Comitê Lula Livre em Artur Nogueira (SP). Qual a importância para a militância destes comitês? Na verdade em todo o país está surgindo comitês Lula Livre. Pela condenação dele ter sido uma condenação política, não uma condenação técnica, achamos também que a solução do problema dele, a libertação do presidente Lula, será também por pressão política. É preciso que a sociedade diga claramente ao Supremo um seguinte: condene baseado em provas! O dia em que um órgão de Justiça do país, o órgão máximo, ele manter encarcerado uma pessoa, e no caso um ex-presidente da República, que fez muito pelo país… Se eles fazem isso com um ex-presidente da República, o que não fará com o cidadão comum? […] Nós achamos que os ‘Comitês Lula Livre’ são muito importantes para conscientizar a sociedade do drama que o Brasil vive e que o mundo inteiro já está reconhecendo, mas parte do judiciário brasileiro ainda não reconheceu.

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