30/01/2020

Cosmópolis não receberá inseticida de combate ao Aedes Aegypt em 2020

Cidade não recebe o inseticida há mais de um ano

Henrique Oliveira

Cosmópolis não receberá o inseticida, conhecido como ‘fumacê’, que combate o mosquito Aedes Aegypt em 2020. Isso é o que confirma o Ministério da Saúde por meio de uma reportagem do portal de notícias ‘A Cidade On’.

Cosmópolis está na lista das 20 cidades da Região Metropolitana de Campinas que não receberão o inseticida neste ano. Das 20 cidades, 11 delas (inclusive Cosmópolis) requisitaram ao Ministério da Saúde a distribuição do produto em 2018, porém não foram atendidos.

O problema da falta do inseticida é crônico e o problema parte do Ministério da Saúde que faz a distribuição para várias cidades do Brasil, inclusive Cosmópolis.

Este produto, segundo especialistas, é importante para o combate do mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya que já estão em fase adulta, uma espécie de enfrentamento, alega o Ministério da Saúde.

De acordo com a Vigilância Epidemiológica de Cosmópolis, a cidade não recebe o inseticida há mais de um ano. Porém a distribuição do larvicida está normal.

O Ministério da Saúde, por meio de nota, disse que está desabastecido do inseticida Malathion desde maio de 2019. De acordo com a pasta, a Bayer, empresa que fabrica tal produto, recolheu mais de 100 mil litros do produto por conta do avanço da data de vencimento e pela qualidade do produto.

Destes 105 mil litros, 25 mil já foram repostos e serão destinados à seis estados do Nordeste e ao Rio de Janeiro, que são áreas com maiores incidências de casos de Dengue, Zika e Chikungunya no Brasil, de acordo com o ‘Boletim da Dengue’.

A pasta ainda informou que realizou a compra de mais 300 mil litros de um novo inseticida, Cielo, que substituirá o atual Malathion; e a previsão de entrega será até fevereiro de 2020.

A recomendação do Ministério da Saúde é o combate à locais que possam servir de criadouro ao mosquito Aedes Aegypt. Ambientes com água parada são locais fundamentais para que os ovos do mosquito fecundem e assim outros mosquitos nasçam.

“E importante reforçar que o uso do adulticida é a última estratégia de enfrentamento ao problema da zika, dengue e chikungunya, visto que, nesta fase, o mosquito já atingiu a fase adulta. A medida mais eficaz é a eliminação de focos de multiplicação do mosquito (água parada), evitando que eles nasçam. Por isso, o envolvimento de todas as esferas do governo e da sociedade é fundamental”, afirma o Ministério da Saúde.

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