11/08/2019

Conheça a história de três pais cosmopolenses e suas mudanças pós paternidade

Pais de primeira viagem, relatam como tiveram suas vidas modificadas pós paternidade

Henrique Oliveira

‘Amor só de mãe’? Com o passar dos anos esta frase – que chega a ser muito utilizada – se torna fora de moda com as histórias de pais que dedicam sua vida aos filhos.

Há pais de diversas formas: os de primeira viagem, os experientes e até os ciumentos. Mas o que os une é o amor que sentem por seus filhos e as vezes este amor é determinante na transformação da vida do pai. As mudanças muitas vezes acontecem com aqueles que se moldam para ‘encher’ seus filhos de orgulho e de estarem mais próximos.

Júlio – “Meu filho não mudou a minha vida, ele me deu outra. Uma vida melhor, mais bonita, mais feliz… a vida de pai

O empresário Júlio César Rodrigues é um exemplo de pai que teve a vida transformada após viver o significado da paternidade. Atualmente é divorciado da mãe do Jean, no entanto, é possível ver em suas redes sociais muitas fotografias de passeios com o filho. Enquanto pai, até uma paixão pelo time de coração foi esquecida para sentir a emoção de se levar o seu único filho para assistir os jogos do Santos Futebol Clube.

O empresário é torcedor do Guarani, paixão esta que herdou do pai, o petroleiro Jerônimo Rodrigues. Já Jean, de 9 anos, é apaixonado por futebol internacional e pelo Santos.

Jean fez Júlio comprar camiseta do clube e o levar para conhecer e assistir um jogo do ‘Peixe’ na Vila Belmiro, na cidade de Santos – litoral de São Paulo. E pelas fotos, parece que a companhia de seu filho o deixa ‘um pouco santista’ quando vai aos jogos na cidade do litoral.

Mas Júlio diz que mesmo que planejado, as emoções de ter um filho são inexplicáveis. O Jean foi planejado. Então, no meu caso, as emoções de ser pai foram várias. De início quando escolhemos ter um filho, eu imaginava como ia ser. Preocupação foi a primeira coisa que me lembro de sentir. Em seguida, me senti muito feliz. Mas ainda com um pouco de preocupação. Depois, senti medo mas ainda com as doses de preocupação e felicidade, lembra Júlio.

Segundo o empresário, um bom tempo do dia dedica ao filho que o acompanha em sessões de cinema, passeios e também no auxílio às tarefas escolares que Jean tem.

“Apesar do divórcio, eu a mãe mantemos um bom relacionamento e o bem estar dele sempre foi a maior preocupação. Eu tento participar o máximo que posso da vida dele. Busco na escola todos os dias e fico com ele. Levo ao médico, dentista na praça, mercado, cinema, futebol, passeios, também são coisas do nosso cotidiano. Além de fazermos lição de casa, brincarmos, jantarmos e dormirmos juntos com muita frequência. É quase como se morássemos juntos. Ou espero estar chegando o mais próximo disso possível, relata o empresário.

Sobre a mudança que Jean proporcionou à vida de Júlio, ele diz que não se vê sem a presença do filho. A transformação é tão impactante que o empresário relata ter renascido. “Ele não mudou a minha vida, me deu outra”. O orgulho que sente pelo fato de ser pai de Jean, chega a emocionar o empresário.

“Estamos moldando um ser humano que me emociona com suas atitudes solidárias e humanas… que me faz agradecer ao universo diariamente. A cada momento é um filho diferente e eu tento me adaptar a isso. É difícil de explicar, mas tenho certeza que muitas mães e pais sentem o mesmo. Ou seja:  meu filho não mudou a minha vida, ele me deu outra. Uma vida melhor, mais bonita, mais feliz… a vida de pai, finaliza Júlio.

Evandro – “Foi um amor à primeira vista”

Outro exemplo, é o de Evandro Luiz Cunha de apenas 29 anos. O conhecido jogador de futebol do Juventude (time do futebol amador de Cosmópolis) tinha apenas 24 anos quando Adryan Lucca, de 5 anos, chegou.

Evandro lembra que sempre sonhava em ter um filho, e Adryan veio ao mundo para ser o presente do sonho do jogador.  “Foi o melhor presente que Deus me deu . Foi um amor à primeira vista. E sempre foi um sonho meu ter um filho”, ressalta.

Evandro relembra de quando recebeu a notícia de que seria pai. O conselho de um amigo, o também jogador de futebol Maicossuel foi : “Vandinho agora você vai saber o que é amor de verdade. E Realmente não tem amor igual”, relembra Evandro.

O jogador revela que não viaja sem Adryan. Mas quando é necessário o pensamento só fica no filho de 5 anos. Ele ressalta que a volta é emocionante pois o abraço apertado é certo. Adryan é sempre visto nos campos de futebol, na presença da mãe Gabriela, acompanhando o pai nas conquistas como jogador de futebol. E a cada gol do pai, o abraço e o carinho é visto pelos torcedores. “Sempre que ele [Adryan] está  assistindo eu jogar,  me deixa muito feliz e mais motivado pra fazer gols. Assim, a cada gol eu corro para abraçá-lo”.

Como filho de esportista, Adryan também segue os passos do pai, e já possui medalhas na natação. Mas o sonho de Evandro é vê-lo nos campos de futebol, assim como seu pai – Amaro José Da Silva – que sempre o incentivou e estava olhando pelos alambrados de clubes de Cosmópolis e pelo Estado de São Paulo.

Evandro e o pai dele

Ele começou a fazer natação pois o ajuda muito na questão respiratória. Mas gosta muito de futebol. Procuro não forçar, deixar ele se divertir. E se um dia quiser ser um jogador ou atleta de qualquer outra modalidade, vou está sempre apoiando ele . Mas claro, como joguei, meu sonho seria vê-lo jogar futebol também, finaliza Evandro.

Alex – “Não imaginava que seria um amor tão grande assim”

Acompanhar o crescimento de um filho sempre é algo emocionante. Porém alguns pais não tiveram este privilégio. O auxiliar mecânico, Alex Oliveira, de 29 anos, é um pai que viu sua filha pela primeira vez  – Lavínia Nicole, 1 ano e 8 meses, – quando ela completava 1 ano de idade.

Alex, hoje mora em Cosmópolis, mas por quase 1 ano e meio esteve recluso no Centro de Detenção Provisória de Jundiaí (SP) quando sua filha nasceu em Indaiatuba (SP).
De acordo com Alex, ele só sabia de sua filha por meio de fotografias e de relatos de sua mãe quando ia visitá-lo. Ele diz que ficava sempre esperando notícias e fotos de Lavínia para acompanhar seu crescimento e saber de sua saúde.

Mas o mais inesperado foi quando recebeu da justiça o alvará que o colocaria em liberdade. E que em primeiro momento gostaria de conhecer sua filha a qual esperava ansiosamente.

Minha mãe sempre levava  fotos dela para mim quando estava privado da minha liberdade. Sempre que minha mãe ia me visitar, eu já queria saber se ela foi ver minha filha, como ela estava… se ela estava maior do que era na foto passada, lembra Alex.

O auxiliar conta que a notícia de que seria pai chegou a ele ainda quando estava em liberdade. E que infelizmente acompanhou de longe a gestação. Mas que a alegria em saber que seria pai se tornou cada vez mais forte.

“Quando recebi a notícia de que seria pai me deu uma alegria muito grande. Pois não imaginava que seria um amor tão grande assim. Mas por eu estar longe dela, eu ficava ansioso para encontrá-la logo. Poder pegá-la em meus braços e transmitir o meu amor que sinto por ela.

Alex, que hoje está empregado e que semanalmente vai à igreja onde professa sua fé, diz que um dos motivos da mudança brusca em sua vida é do fato de ser pai. E que cada gesto, do chamar de pai pela pequena Lavínia, é um ato de amor incondicional.

O jovem pai diz que todos os erros que cometeu em sua vida serviu de aprendizado para ensinar sua filha a não cometer. E diz que sua vida é transformada a cada dia que pode estar perto de Lavínia.

Hoje minha filha é um pedaço do meu amor que não tem fim. Ela é minha princesinha , ela mudou completamente minha vida. E tudo que faço eu já penso na minha filha primeiro lugar e depois em mim. Quando ouço ela me chamar de papai, é uma coisa tão maravilhosa que eu nunca imaginaria que seria assim. Agora eu só quero foca perto da minha filha, finaliza Alex.

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